António de Castro Feijó
António de Castro Feijó
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António de Castro Feijó (né le 1er juin 1859 à Ponte de Lima - mort le 20 juin 1917 à Stockholm) est un poète et diplomate portugais.
En tant que poète, António Feijó est généralement lié au parnasianisme et la fin de son œuvre tend vers un certain ton funèbre. Il meurt à Stockholm le 20 juin 1917, à l'âge de 58 ans, environ deux ans après la mort prématurée de sa femme.
Le Parnasse ou mouvement parnassien:Sur le net je trouve la définition suivante:"Parnasse était un mouvement littéraire français de la seconde moitié du XIXe siècle, créé en réaction contre le romantisme de Víctor Hugo, le subjectivisme et le socialisme artistique. Les fondateurs de ce mouvement étaient Théophile Gautier et Leconte de Lisle. Le mot est d'origine grecque et se réfère au haut du mont Parnassus où étaient les muses inspirantes, qui étaient de petites déesses..."
O parnasianismo foi um movimento literário essencialmente poético que surgiu na França no final do século XIX, em oposição ao Realismo e Naturalismo, e tendo como consonância a valorização da cultura clássica e também o combate ao lirismo que os autores parnasianos consideravam excessivo nas nas correntes literárias que o antecederam.Como principal frase de definição tem a "arte pela arte", com o uso da linguagem culta e rebuscada.
António Feijó fez os estudos liceais em Braga, de onde partiu, em 1877 para Coimbra, onde concluiu o curso de Direito em 1883. Dirigiu, juntamente com Luís de Magalhães, a Revista Científica e Literária publicada nos seus tempos de estudantes académicos da Universidade de Coimbra.Em 1886 ingressou na carreira diplomática.Exerceu cargos diplomáticos no Brasil (consulados nos estados de Pernambuco e do Rio Grande do Sul) e, a partir de 1895, na Suécia, assim como na Noruega e na Dinamarca.Desposou em 24 de Setembro de 1900 a sueca Maria Luísa Carmen Mercedes Joana Lewin (nascida em 19 de agosto de 1878), cuja morte prematura, em 21 de setembro de 1915, o viria a influenciar numa temática fúnebre, patente na sua obra.

O AMOR E O TEMPO
Pela montanha alcantilada
Todos quatro em alegre companhia,
O Amor, o Tempo, a minha Amada
E eu subíamos um dia.
Da minha Amada no gentil semblante
Já se viam indícios de cansaço;
O Amor passava-nos adiante
E o Tempo acelerava o passo.
- «Amor! Amor! mais devagar!
Não corras tanto assim, que tão ligeira
Não pode com certeza caminhar
A minha doce companheira!»
Súbito, o Amor e o Tempo, combinados,
Abrem as asas trémulas ao vento...
- «Por que voais assim tão apressados?
Onde vos dirigis?» - Nesse momento,
Volta-se o Amor e diz com azedume:
- «Tende paciência, amigos meus!
Eu sempre tive este costume
De fugir com o Tempo... Adeus! Adeus!»
António Feijó
traduction
L'Amour et le Temps
Par la montagne escarpée
Tous les quatre en joyeux entour,
L'Amour, le Temps, ma Bien-Aimée
Et moi, nous montions un jour.
De ma Bien-Aimée sur le doux semblant
Des signes de fatigue il y avait déjà;
L'amour de vitesse nous gagnant
Et le temps qui accélérait le pas.
- "Amour! Amour! Plus doucement!
Ne cours pas tant, car de si légère
Elle ne peut sans doute pas marcher
Ma douce compagnière!»
Soudain, l'Amour et le Temps, combinés,
Déploient leurs ailes tremblantes dans le vent...
- « Pourquoi volez-vous si pressés ?
Où vous dirigez-vous?" - À ce moment,
L'amour se retourne et dit avec amertume :
- « Soyez patients, mes amis !
J'ai toujours eu cette coutume
De avec le Temps m'enfuir... Adieu ! Adieu!"



